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Silêncio que grita: o trauma de um menino autista após episódio de negligência em escola de alto padrão

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Criança de 5 anos, não verbal, desenvolve crise severa após situação de omissão e tratamento inadequado dentro da sala de aula. Pais denunciam abordagem brusca de funcionárias e falta de preparo institucional.

O uniforme, que antes era sinal de alegria, virou gatilho de desespero. Uma criança autista de 5 anos, não verbal, desenvolveu um trauma severo ao frequentar uma escola particular de alto padrão no centro de Diadema. A partir de um episódio ocorrido no final de março, a rotina da família se desestruturou por completo: o menino passou a chorar, vomitar e esconder a mochila sempre que percebia que estava prestes a ir para a escola.
A mudança abrupta no comportamento levantou um alerta: algo grave havia acontecido dentro da sala de aula. Segundo os pais, após insistência, a escola permitiu acesso a um vídeo de cerca de dois minutos, no qual o menino aparece em crise sensorial, sendo ignorado por duas funcionárias: a professora e uma auxiliar. As imagens mostrariam o garoto sendo isolado dos colegas, colocado em uma mesa separada e forçado a fazer uma atividade escolar, mesmo em evidente sofrimento. Em determinado momento, a funcionária chega a segurar com força o braço da criança, que tenta se desvencilhar enquanto a mesa se desloca com o movimento.

A direção da escola estava ciente do episódio e, de acordo com os responsáveis, interrompeu a exibição do vídeo no momento mais crítico. Uma nova reunião foi marcada com a presença da proprietária da instituição, onde houve um pedido de desculpas, a promessa de substituição da profissional e um apelo para que a denúncia não fosse levada adiante.

Mas já era tarde. O estrago emocional já estava feito. A criança passou a apresentar distúrbios de sono, insegurança para ficar sozinha e episódios frequentes de choro. A família procurou ajuda médica e fez um boletim de ocorrência no dia 8 de abril, além de formalizar denúncia junto ao Conselho Tutelar.

Desde então, outras famílias também passaram a relatar episódios semelhantes dentro da mesma escola, o que levanta uma discussão maior: até que ponto as instituições de ensino estão preparadas para acolher crianças neurodivergentes?
A escola foi procurada pela reportagem e, até o fechamento desta edição, não respondeu oficialmente aos questionamentos enviados.

Ambiente escolar não é espaço de dor
Para a família, o episódio evidencia a ausência de preparo técnico e emocional de profissionais da educação. “Não podemos continuar tratando casos de despreparo como exceções. Nenhuma criança, típica ou atípica, deve ter medo de ir para a escola”, afirmou a mãe, que preferiu não se identificar.
A criança segue em acompanhamento terapêutico, em casa, enquanto a família busca medidas legais e emocionais para reverter o trauma.
Enquanto isso, o silêncio de uma criança não verbal segue gritando por justiça — e por uma educação verdadeiramente inclusiva.

Por Lucas Batistela



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